10 de janeiro de 2013

Feliz 2013! Que tal desintoxicar a sua vida?

Por que será que esperamos o ano novo para refletir sobre os últimos 12 meses que se passaram? Para repensar nossas decisões e atitudes?

O “ano novo” faz isso, nos dá forças para ter esperança ou para dar “reset” e tentar novamente. É quase como se a virada fosse um momento de “auto-permissão”. Permissão para essas atitudes que poderiam ter sido feitas em qualquer outro dos 364 dias do ano! Mas que não nos permitimos porque estamos simplesmente ocupados ou cansados demais. Quando, na verdade, são nossas prioridades que estão cimentadas demais dentro dos meses do ano.

Com o passar do tempo, essa lista fica no esquecimento de mais um ano que se passa rapidamente. E, sem perceber, lá se vão também várias oportunidades para colocar a lista em pratica. E mais uma vez, aguardamos o início de um novo ano para tentar novamente. Para se permitir novamente uma chance.

Proponho tirar o antigo checklist da gaveta, dar uma sacudida e reavaliar o que queríamos no passado e o que queremos agora.

Nunca é tarde, qualquer hora é uma boa hora para querer melhorar.  Se for uma permissão que falta, quem sabe não é essa a hora de se permitir melhorar e correr finalmente atrás disso?

O que falta é você autorizar essa tal reavaliação das atuais prioridades e, quem sabe, reorganizá-las. É sair da zona de conforto e lembrar que se você quer melhorar é porque essa zona talvez não seja tão confortável assim.

Sei que isso tudo pode parecer um capítulo de um livro de auto-ajuda! Mas essa não é a intenção e nem acho que conseguiria escrever nem meia página, mas andei refletindo sobre outro assunto:

Percebo que muitas vezes as pessoas tem dificuldade de pensar em dar mais saúde para seus animais de estimação, pois elas mesmas não conseguem priorizar a saúde em suas próprias vidas.

Eu, por exemplo, fiz o contrário.

Dedico-me bastante em praticar a medicina preventiva dos meus peludos, e evitar tudo aquilo que pode prejudicar a saúde e denegrir a qualidade de vida deles.

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Mas agora pensando em meus próprios hábitos, apesar de ter uma alimentação boa, praticar exercícios físicos, evitar o uso de remédios e substâncias que prejudicam a saúde, não consigo disposição ou tempo para pensar em questões mais específicas que afetam a MINHA qualidade de vida! Na verdade eu não entendia porque que eu andava me sentindo mal, sendo tão “saudável”.

Estava com uma dor de cabeça chata quase todos os dias, cansada, sem disposição e com uma dor difusa por todo corpo. Não estava “doente”, meus exames estavam normais, mas minha alimentação já tinha visto dias melhores.

Por causa das dores, acabei parando com todas as minhas atividades físicas, pois elas, que antes me faziam tão bem, passaram a me deixar pior! Fui ficando cada vez mais frustrada, até que, como toda boa mulher, passei a descontar essa frustração em tudo aquilo que sempre evitei comer. Doces, embutidos, alimentos processados e cheios de química.  Percebi como esses alimentos viciam e mexem com o nosso psicológico. Também percebi que minhas dores aumentaram muito e eu estava me sentindo no fundo do poço.

Estava ciente de que parar de me exercitar e comer mal não iam me fazer bem, mas como as dores eram minha maior preocupação, nem imaginei que uma coisa podia influenciar tanto a outra. Eu estava me sabotando sem saber.

Foi então que entrei em contato com uma pessoa muito especial, que alem de nutricionista (de humanos) muito competente, é defensora ativa dos animais, maratonista e leva uma vida 100% vegana. Enfim, obviamente uma ótima influência! :) Vi na sua energia inesgotável e na sua incrível disposição física, o que eu queria para a minha vida. Ou seja, energia física existe, não é mito!

Foi esse contato que me fez enxergar que, as vezes, não é suficiente “ter uma alimentação saudável e fazer exercícios físicos” para se ter boa saúde e qualidade de vida. Percebi que, infelizmente, eu precisaria fazer mudanças mais dramáticas na minha vida.

Mas pra isso eu precisaria:

    1. Me permitir esse tempo
    2. Reorganizar minhas prioridades
    3. Sair da minha rotina tão cimentada

Para começar iniciei uma dieta de desintoxicação.  Retirei vários alimentos do cardápio, por diversos motivos, mas o principal era retirar alimentos contendo aditivos químicos.

Eu não tinha me dado conta de como eu estava ingerindo tantos aditivos químicos, na minha dieta supostamente tão “regrada”. Descobri que aqueles alimentos, que a mídia coloca como tão saudáveis, na verdade não passam de um marketing muito bem feito. Alguns exemplos: peito de peru defumado, sucos prontos zero ou light, pão (mesmo o integral), molho de tomate pronto, requeijão e outros queijos.

Mudei tudo! Minha dieta passou a ser composta apenas por ingredientes 100% frescos, sem químicos, crus, liquidificados, no máximo cozidos ao vapor e SEM SAL. Me restava fazer as pazes com saladas sem tempero, legumes cozidos, sucos vivos e barrinhas de sementes.

Sim, não foi nenhuma maravilha. Algumas coisas eram gostosas, mas depois de um tempo, você começa sentir falta do resto. E não vou mentir. Foi horrível.

detox

No começo, com o entusiasmo de ter tomado uma atitude com relação a minha saúde, eu estava mais forte e determinada, fiz diário alimentar e tudo. Mas com o passar dos dias, foi ficando mais difícil. O processo de desintoxicação e adaptação começaram a se apresentar:

    1. Desintoxicação – as toxinas precisam sair por algum lugar! Então foi um mal estar generalizado!
    2. A fome psicológica – apesar de poder comer legumes à vontade nas horas das refeições, meu corpo estava programado para se saciar com proteína e um pouco de gordura. Na falta de mais quantidade desses alimentos, passei a sentir uma fome que não era saciada com legumes.
    3. Abstinência de sal – minha comida nunca foi muito salgada, mas não achava graça sem que o sabor fosse realçado por esse tempero. Foi muito difícil ficar sem.

Na segunda semana, quase desistindo, me dei conta de que a dor de cabeça tinha desaparecido. Ué? E as dores pelo corpo? Já não estavam tão fortes.  Também comecei a responder à acupuntura, finalmente! A disposição estava um pouco melhor e fui ganhando novamente forças para voltar a praticar exercícios físicos que voltaram a me fazer bem.

Ainda estou em tratamento, mas já não me sinto mal, quase todas as minhas dores crônicas passaram e a minha disposição melhora a cada semana que passa. SEM REMÉDIOS!

Minha dieta voltou ao normal, mas hoje sei o que me faz mal e tento evitar. A minha dieta de desintoxicação foi fundamental para isso. Mas, o principal, foi sentir na pele a influencia que a qualidade dos alimentos tem na saúde.

E me fez refletir sobre algumas coisas. Os animais não podem falar, e muitas vezes por instinto de auto-preservação, evitam demonstrar fragilidade (pois podem virar presa de predadores). Como será que os animais que comem alimentos processados, contendo tantos aditivos químicos, todos os dias, por anos e anos, se sentem, verdadeiramente? E aqueles, portadores de inflamações crônicas?

Eu pensei que estava me alimentando direito e descobri que não era bem assim. Foi difícil mudar, passar pelo processo todo de adaptação, pois eu estava muito acostumada à minha rotina, uma rotina que me estava fazendo mal.  Mas hoje, após ter reorganizado minha rotina, meus hábitos e a ordem das minhas prioridades, fiquei feliz de ter me permitido isso.  Mas também me condeno, pois esperei chegar até o fundo do poço para tomar uma atitude.

Mas as vezes é assim que aprendemos, é isso que nos faz sair da inércia.

Foi MUITO difícil desintoxicar a minha vida. Mas foi importante, fui fundamental.

Que tal desintoxicar a sua?

Como a minha nutricionista fala:

Procurar fazer um detox geral – doar o que não usa mais e ocupa espaço físico e mental (doar emoções, roupas, sapatos, objetos sem uso), cercar-se de pessoas positivas, pensamentos positivos, afirmações positivas.
Pensar positivo, se nutrir, se amar.” (Fernand
Couto-Rothgiesser)

Pra mim, fez muito sentido!

Um forte abraço e até a próxima!

Sonali Rebelo
Médica Veterinária – CRMV RJ 10952
Nutrição Clínica.

 

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