5 de junho de 2013

A procura pelo equilíbrio da praticidade – uma reflexão

Queridos leitores, hoje recebi o link de um texto sobre maternidade que achei muito legal e, apesar da autora falar em filhos humanos, acho que serve para os filhos de 4 patas também.

Vivemos em uma época que impera a lei do menor esforço, estamos cansados e trabalhando demais, é verdade, mas é inegável que a praticidadade é tão acessível, tão facinha, tão ali… docinha e querendo conquistar e te viciar…

Mas vamos falar sério? É claro que a praticidade é importante, mas mais importante ainda é saber usá-la de forma que traga benefícios e não prejuízos. Acho que nossa grande responsabilidade como pais (independente do filho), é conseguir achar o equilíbrio.

Uma vez, na praça de alimentação de um museu, vimos uma família obesa que nos chamou atenção e escutamos uma mãe conversando com seu filho:

– Filho, o que você quer comer hoje?
– Quero pizza!!
– Não filho, você já comeu pizza ontem. Hoje você vai comer hambúrguer!

Até o final da primeira frase estávamos surpresos, mas terminamos chocados.

É preciso ser forte pra dizer: “filho vc já comeu pizza ontem, hoje vamos comer direitinho, sentadinho à mesa, legumes com uma carninha, que tal?”

Assim como a decisão de muito de nós, em tomar as rédeas da alimentação dos nossos peludos não foi fácil. Optamos sim por uma alimentação que dá trabalho, mas que é uma opção saudável.

Acho que cada um sabe da sua vida e dos seus valores, tanto que conheço nutricionistas que defendem a substituição de alimentos frescos por rações completas e balanceadas para humanos. Mas achei este texto bacana, escrito pela Daniele Brito em um blog chamado: Balzaca Materna. E convido vocês a lerem na integra uma visão interessante de uma realidade trágica e cômica da vida moderna. Meu intuito não é causar polêmica, sou apenas mãe de cães e gatos, e ainda não imagino a responsabilidade de ter um filho humano. Mas, como um filho pequeno, nossos peludos de estimação também dependem inteiramente das nossas decisões. Somos completamente responsáveis por eles e nossas decisões são influenciadas por nossos valores e realidades, por este motivo compartilho o texto com a intenção de reflexão e não de ofensa e sugerir que encontremos o equilíbrio da praticidade.

Alguns trechos que achei especialmente interessantes:

“(…)

Existe mesmo livre escolha?

O mercado, através de suas peças publicitárias, nos bombardeia com mensagens que nos mostram que não somos capazes, que não conseguiremos dar conta. Que precisamos de um auxílio de um produto que facilite nossas vidas. Pode ser de bisturi ao macarrão instantâneo.

Encarar o meu papel de forma consciente exige um esforço contínuo. Procuro me cercar de informação não pasteurizada, que não queira me agradar, mas que me confronte com meus próprios medos, com minhas fraquezas.

Confirmar os vínculos com meus filhos exige de mim compromisso. Mudar, quebrar paradigmas pode significar sofrimento, MAS também pode ser um antídoto, um alento. Finalmente, sair da caverna é penoso, mas é libertador…”

“(…) não estamos preparados emocionalmente para ter filhos: as pessoas querem um filho, mas NÃO querem passar pelo processo. Querem um filho, mas não querem um parto. Optam pela cesárea. Querem um filho, mas não querem amamentar. Optam pelo leite artificial. Querem um filho, mas não querem cuidar. Contratam uma babá (que durma no quarto, inclusive). Querem um filho, mas não querem trabalho na hora de alimentá-lo. Optam pela comida industrializada. E ainda reclamam.

De fato, não gosto desse coitadismo materno. Somos da geração do menor esforço, do prazer instantâneo (como o macarrão), do prazer individual. Não queremos problemas, queremos resultados. A coletividade nos assusta. O outro não interessa. Agimos como eternos garotos mimados, num ciclo aparentemente inquebrantável da infantilização da vida adulta.

“Sentir-se ofendido é uma forma de negação que nossa cultura impôs com grande êxito”, como bem salienta Sergio Sinay.

A maternidade não pode ser vista como satisfação imediata de prazeres só porque a fantasiamos como um simples exercício de manipulação de um painel de controle.

Queremos as facilidades.

Dizem, entre sorrisos e músicas alegres nos comerciais da TV, que não precisamos de regras para criarmos nossos filhos. Como se isso pudesse ser de alguma forma libertador.

De fato, não precisamos de regras.

Precisamos de compromisso, responsabilidade, cumplicidade e ética.”

Leia na integra: Como ser mãe em uma época em que impera a lei do menor esforço?

Um super abraço à todos e muito obrigada por visitar!

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