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Cuca

"A Cuca vai pegar: comportamento e neuras"

Cuca – A minha história

Parte 1 – Minha vida antes:

Meu nome era Dona Encrenca e eu morava em um quintal lá em São Paulo.  Vivia presa do lado de fora, o que as vezes era até divertido, mas eu ficava com frio de noite. Lá em São Paulo, especialmente no inverno e nos dias de chuva, fazia muito frio! Ficava molhada, incomodada, mas logo passava, porque o dia amanhecia quase sempre com sol e eu acabava me secando e voltando a brincar muito no quintal.

Sempre fui muito brincalhona, sabe? Adorava os cachorros que passeavam perto do meu portão! Queria mesmo era que entrassem ou que eu pudesse sair e brincar com eles. Mas acho que minha dona não queria mais cachorros, ela devia estar feliz só comigo, afinal, ela afugentava todos os cães que se aproximavam para me cheirar.

Alias eu adorava meus donos! Eu gostaria muito que eles brincassem mais comigo, que saíssem para me ver, mas acho que eles eram muito ocupados, e eu me sentia sempre muito sozinha e entediada.  Ah, mas quando eles saiam no quintal eu fazia a maior festa, pulava, pedia muitos carinhos, abanava meu rabo, mas acho que eles não gostavam disso, pois eu acabava levando uns gritos. No início eu pensava que era brincadeira, mas depois eu acabei ganhando uns corretivos e parei de pular neles, afinal eu não queria desagradá-los, eu só não aguentava de saudades! Acho que fazia errado.

As vezes eu ainda lembro desses corretivos, pois machucavam muito.  Para falar a verdade, nem sempre eu entendia porque levava bronca. Mas sei lá, eu ainda confiava muito neles, pois sabia que no fundo eles sabiam o que era melhor pra mim, talvez eu tivesse merecido mesmo, afinal, meu nome era Dona Encrenca. Mas confesso que as vezes eu tinha medo deles.  Queria saber o que eu poderia ter feito para que me amassem mais. Eu não devia ser uma boa cachorra pra eles.

Eu vivia apavorada com certas coisas, com aquele negócio comprido com uma escova em baixo, acho que eles chamam de vassoura e também com aqueles sacos de lixo enormes.  Nossa eu ainda tenho muito medo dessas coisas, pois eles me machucavam muito!!

Parte 2:  A denúncia e meu resgate

Um dia depois que minha mãe brigou muito comigo por ter roído um vaso no quintal, apareceram umas visitas simpáticas que me fizeram carinho, mas minha dona não gostou nem um pouco deles.  Escutei ela gritando com eles também, será que fizeram algo de errado? Depois vieram em minha direção com uma coleira e foram me levando embora sem minha dona.  Eu nunca havia saído sem ela. Minha dona ficou pra trás, achei que talvez fossem me levar pra passear. Eu entrei em um carro e cheguei em um lugar cheio de outros cachorros!  Lá me deram um banho e comida, mas eles também me deram carinho! Eu adorei. Começaram a me chamar por outro nome: Mel.

De vez em quando me levavam pra passar o dia presa numa gaiola muito pequena, isso eu não gostava, mas eles conversavam comigo enquanto eu ficava lá e algumas pessoas paravam pra me fazer carinho.

Um dia apareceu uma moça que ficou comigo muito tempo.  Depois ela foi embora e apareceu com um moço.  Os dois ficaram lá comigo um tempão. Eu gostei da voz deles. Eles ficaram fazendo carinho em mim, e quando paravam, eu pedia mais e ganhava!! Então me tiraram da gaiola e foi tão bom esticar as pernas! Eu gostei deles e fiquei perto por um tempo.  Ai depois eu voltei pro carro, mas era um carro que não tinha cheiro de cachorro e estavam lá aquelas pessoas que eu havia conhecido.  Será que iam me levar de volta pra minha dona?  Será que ela está bem? Eu sentia saudades dela, mas confesso que estava gostando de ganhar tanta atenção.

Parte 3: Minha adoção

Depois daquele passeio de carro, chegamos à uma porta, e quando ela se abriu tinha uma gatinha preta do outro lado! Antes que eu pudesse ir lá falar com ela, o moço me pegou no colo e me levou pra tomar banho!! Eu não gostei nada disso, mas enquanto eu ficava toda molhada e coberta em sabão, eles me faziam carinho e falavam que ia ficar tudo bem agora, que eles iriam cuidar de mim.

Eu não sei se entendi muito bem, mas enquanto falavam comigo, eu olhava pra eles e me lembrava dos meus donos e como eu queria que eles falassem comigo daquela forma. Será que algum dia eu veria meus donos novamente? Terminei meu banho e ganhei meu jantar.

Encontrei novamente com aquela gatinha preta que vi na entrada, mas eu acho que ela não gostou de mim pois fazia uns barulhos, rosnava e não me deixava entrar no quarto dos meus novos donos.  Mas eu queria tanto, estava com medo de ficar sozinha na cozinha, eu queria ficar juntinho deles. Mas sempre que o gatinho rosnava pra mim eu ganhava um beijinho e me diziam que eu era muito bem vinda na casa deles.

Com poucos dias lá eu já amava meus novos donos.  Eu acho que os fazia feliz porque eles viviam brincando comigo, me colocavam no colo e faziam muitos carinhos, me davam beijinhos e me abraçavam.  De vez em quando eu ganhava umas broncas e isso me assustava muito, mas nada me machucava.  Um dia eu vi aquela vassoura e quase morri de medo, tanto que eu me escondi em baixo da mesa e comecei a fazer xixi.  Que vergonha! Eu tinha certeza que levaria um corretivo, mas minha nova dona sentou no chão, me chamou e quando eu fui até ela de cabeça baixa querendo pedir desculpas, ela me falou que aquilo era só uma vassoura e que nunca mais ela me faria mal, que mais nada me faria mal.

Meu dono também é o máximo, ele aparece só de noite, mas quando chega brinca comigo e me deixa subir no pufe da sala e lá ficamos eu e ele deitados um tempão!  Ele me leva pra passear.  Me sinto tão segura com ele! Nos passeios eu sempre encontrava com outros cachorros!! Ah! Como eu gostava de brincar com outros cachorros. Depois de pouco tempo eu já era conhecida na rua e todos me conheciam pelo nome.  Ah, eu contei pra vocês que meu nome mudou de novo? É Cuca, Cuca de banana.

Parte 4: Minha nova família

Eu no colo da mamãe e minha irmã Lola com o papai.

Eu ganhei uma nova família. Aquelas pessoas legais que me buscaram da gaiola, me trouxeram pra sua casa e me apresentaram pra aquela gatinha preta assustadora, hoje são meus pais.  Nesses 4 anos juntos, minha família cresceu bastante! Ganhei uma irmã bem parecida comigo, a Lola.  Eu adoro ela e brincamos o tempo todo juntas! Também tenho 4 outros irmãos: a Mixu, aquela gatinha preta que já não é mais tão assustadora, o Pimba, um gatinho amarelo que as vezes rouba minha comida, a Biscate, uma gatinha preta e branca que vive aprontando todas aqui em casa e recentemente ganhamos o Petisco, um gatinho branco e amarelo que eu acho que não enxerga nadinha.


cuca e familia

Eu tento cuidar de todo mundo aqui em casa, mas é difícil, ninguém obedece as minhas regras! Os gatos fazem o que quer, então só me resta mesmo cuidar da minha irmã.

Nunca mais vi minha ex-dona. Não sei se ela está bem, ou porque me tiraram de perto dela, mas confesso que a vida hoje está bem melhor para mim. Brinco com a minha irmã, cuido dos meus irmãos gatinhos e tomo conta dos meus donos. Eu os amo muito. Sou uma cachorra feliz apesar do papai dizer que as vezes eu pareço maluca. Por isso meu nome agora é Cuca Maluca. Não quero nunca mais perdê-los, e por isso agora eu me fortaleci e tomo conta muito bem da minha família.  Talvez por isso mamãe as vezes me chame de xerife. Eu gosto! Bom, essa é minha história, depois mamãe conta o resto!

DIGA NÃO A CRUELDADE ANIMAL.  MAUS TRATOS É CRIME. DENÚNCIE. 

Ligue:  1746

ou

ligue direto para a policia ambiental: Telefone: (021) 2701-9488 / 27010798 /Fax: 27010832/ 2701-6833

Exemplos de Maus-Tratos (pea.org.br)

– Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar;
– Manter preso permanentemente em correntes;
– Manter em locais pequenos e anti-higiênico;
– Não abrigar do sol, da chuva e do frio;
– Deixar sem ventilação ou luz solar;
– Não dar água e comida diariamente;
– Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;
– Obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força;
– Capturar animais silvestres;
– Utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse;
– Promover violência como rinhas de galo, farra-do-boi etc..

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Sonali Rebelo
Médica Veterinária – CRMV RJ 10952
Nutrição Clínica

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